• Ana Vitória Magalhães

Conheça 5 modelos de negócio, circulares e... do oceano

Com o aumento da quantidade produzida de lixo, o aumento da população mundial e a crescente escassez dos materiais de origens fósseis, fica cada vez mais emergente a busca por materiais sustentáveis.


Sabemos que uma enorme quantidade de lixo impacta o oceano todos os anos. Mas o que ainda não paramos para pensar é que as soluções também podem estar ali dentro... do oceano.


Conheça hoje 5 modelos de negócio, circulares


A economia circular é um exemplo de que é possível criar novas empresas dentro de modelos financeiros sustentáveis utilizando o desperdício como matéria prima. Conheça no post de hoje 5 modelos de negocio sustentáveis que estão mudando a forma que vemos o oceano... e o lixo.



#1 Lagosta plástica


Em 2019, um grupo de estudantes do Royal College of Art and Imperial College de Londres decidiram criar uma série de maquinas para reduzir o uso dos plásticos de uso único.


O grupo chamado The Shellworks usa desperdícios de alimento como matéria prima, mais especificamente os esqueletos da lagosta e os transforma em plástico biodegradável e compostável.


O material não é usado por restaurantes e representa grande parte do desperdício alimentar. O grupo usa um processo químico para para extrair da matéria prima “quitosana”. Apos esta fase, é possível criar bioplástico.



A pequena empresa criou sacos, embalagens, copos, vasos de bioplástico. Todo o desperdício criado durante o processo de fabricação é reutilizado para fabricar mais produtos - nada é perdido.


Esta não é uma solução livre de crueldade animal, pois a lagosta foi pescada para o consumo. Porém vamos ser realistas, a pesca não vai acabar e precisamos entender melhor como usar 100% de todos os alimentos - em um mundo que desperdiça 1/3 de toda a comida segundo a FAO, nenhum recurso a mais pode ser desperdiçado.


Além de que, quando o produto não pode mais ser usado, este volta para o solo servindo de fertilizante para criar mais alimento. 🌿



#2 Revolução verde



Plástico pode ser comestível. Esta é a aposta da empresa Evoware. A pequena empresa Indonésia, usa algas marinhas como base da sua produção de plásticos.

Toda a colheita de algas é feita por comunidades ribeirinhas, o que fortalece a relação desta comunidade com o oceano e ainda melhora as condições de subsistência dos moradores locais.


Os copos e sacos criados pela empresa são comestíveis. As jaquetas de cha são solúveis em agua e não poluem o oceano como o plástico de origem fossil. A empresa também usa tecnologia 3D para imprimir alguns dos seus produtos.

Além de solucionar um problema gigantesco da poluição plástica a solução ainda fornece nutrientes e pode ser consumida sem nenhum problema.




#3 Glitter que PODE ir para o oceano 💙

Foto: PuraBioGlitter

O ultimo episódio do #BlueTalks foi sobre o grande vilão do oceano: o microplastico. O glitter, ou estas micro-partículas de plástico contaminam a agua e representam perigos para nossa saude também, uma vez que ingerimos peixes e outros animais marinhos.


A Start-up brasileira Pura Bioglitter criou uma solução para o problema - glitter criado a partir de minerais e algas marinhas. É sustentavel e não representa perigo para água e nem para os animais marinhos.



#4 Algas para a pele


Foto: Body Ocean

Muita gente não sabe mas as algas são o futuro. Além de serem usadas na alimentação ou para criar novas tecnologias para criar bioplásticos, elas ainda podem ser usadas na cosmética.


A empresa Body Ocean em Portugal usa as algas como base de produtos de skin-care. A cosmética é bio e é rica em ligoelementos tal como Polissacarídeos Marinhos, o Magnésio e Silício que trazem benefícios para a pele!



#5 Couro de peixe


Foto: ICTYOS

O futuro pode ser vegan. Mas ele também é sobre upcycling. É muito importante entender como alongar o ciclo de vida de tudo o que é usado ao redor do mundo.

Lembra que no começo do post falamos que 1/3 de toda comida é desperdiçada no mundo? Pois é: toda esta comida desperdiçada da forma errada ainda contribui para as mudanças do clima. É preciso reaproveitar tudo.


A pele de peixe é geralmente descartada e tem custo baixo. A marca ICTYOS na França, usa o material para criar produtos de luxo. O “couro de peixe” é resistente e durável.


O upcycling pode ser feito também após a criação de objetos para alongar o ciclo de vida dos produtos. Não concorda? Sinta-se livre para comentar, mas não vamos esquecer que o desperdício é um grande erro :)



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